
A apneia do sono é um distúrbio em que a pessoa para de respirar, por alguns segundo, diversas vezes enquanto dorme. Essas pequenas pausas diminuem a concentração de oxigênio no sangue, o que pode gerar várias consequências graves.
Devido a redução do oxigênio, o sistema nervoso fica sobrecarregado e acelera os batimentos cardíacos. Caso a palpitação se perpetue, o paciente pode desenvolver algumas doenças cardiovasculares, como arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e hipertensão.⠀
TIPOS DE APNEIA DO SONO
Ao todo, existem três tipos de apneia do sono: obstrutiva, central e mista. A apneia obstrutiva é a mais comum e ocorre quando os músculos da garganta relaxam durante o sono e as vias aéreas se fecham, impedindo a respiração correta.
A apneia do sono central é a segunda mais comum entre os três tipos. Ela é caracterizada por pausas na respiração devido a uma falha na comunicação entre o cérebro e o corpo. O cérebro esquece de enviar os comandos para os pulmões respirarem durante o sono. Por isso as paradas respiratórias costumam durar por um período mais extenso e deixam sequelas mais rápido, caso não seja realizado o tratamento.
A causa da apneia do sono central ainda é desconhecida, porém acredita-se que ela ocorre por insuficiência cardíaca ou alguma doença ou lesão cerebral, como AVCs, tumores, infecções virais e doenças respiratórias.
Por fim, temos a apneia do sono mista, o tipo menos comum. Como o nome sugere, ela é uma mistura da obstrutiva com a central, caracterizando-se pela diminuição do controle da respiração, causada pela falta de sinal para a respiração e pela obstrução das vias aéreas.
SINTOMAS E TRATAMENTO
Os principais sintomas de quem sofre apnéia do sono são:
🔹Ronco alto;
🔹Respiração ofegante;
🔹Sensação de sufocamento ao dormir;
🔹Sono agitado;
🔹Dor de cabeça matinal.
A apnéia do sono é um distúrbio que pode afetar qualquer pessoa. Porém, existem alguns fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento. O sobrepeso é o principal deles, uma vez que a gordura acumulada em torno das vias aéreas pode obstruir a respiração.
Outras condições que também influenciam são: tabagismo, consumo excessivo de álcool, aumento das amígdalas ou adenóides e distúrbios cardíacos.
Identificar a causa da apnéia noturna é fundamental para indicar o tratamento correto. Em alguns casos, a perda de peso já é suficiente. Porém, em outras situações é necessário recorrer a aparelhos ortodônticos, CPAPs ou cirurgias para retirada das amígdala.
QUANDO É INDICADA A REALIZAÇÃO DA CIRURGIA?
A cirurgia é indicada apenas para os quadros em que o paciente corre o risco de desenvolver problemas cardíacos sérios. Existem diversas técnicas cirúrgicas que podem ser utilizadas, sendo a uvulopalatofaringoplastia a mais comum.
Esse procedimento cirúrgico tem como objetivo retirar o excesso de tecido do palato mole e da faringe, e reposicionar os músculos da faringe, desobstruindo a passagem de ar pela garganta.
Em alguns casos, recomenda-se a remoção das amígdalas e as adenóides, pois quando estão hipertrofiadas podem gerar obstrução.
COMO É O PROCEDIMENTO?
Para a realização da cirurgia utilizamos a anestesia geral, em que o paciente não sente nenhuma dor durante o procedimento. A uvulopalatofaringoplastia é feita via oral, não sendo necessário incisões na pele.
Normalmente, o paciente é liberado no mesmo dia da cirurgia. Porém, o período pode se estender de acordo com a evolução do quadro pós-cirúrgico ou se a uvulopalatofaringoplastia for acompanhada de outros procedimentos cirúrgicos.
Caso identifique que você ou a pessoa com quem você dorme apresente algum desses sintomas, não hesite em procurar um otorrinolaringologista para avaliar o quadro e orientá-lo.